Em meio à ascensão do autoritarismo, golpe militar-empresarial no Brasil completa 57 anos

Em meio à ascensão do autoritarismo, golpe militar-empresarial no Brasil completa 57 anos

 

Por Memória, verdade, justiça e reparação! Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça! Ditadura nunca mais! via Andes/SN

Na noite de 31 de março de 1964, o Brasil mergulhava em um dos períodos mais obscuros, violentos e antidemocráticos de sua história. Com apoio de setores da sociedade, sejam aqueles conservadores ou pautados por interesses econômicos imperialistas e liberais, os militares tomaram o poder e iniciaram um regime ditatorial marcado por corrupção, arrocho salarial e repressão à classe trabalhadora.

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Adufersa realiza pesquisa sobre interesse da categoria em aderir a novo Plano de Saúde

Adufersa realiza pesquisa sobre interesse da categoria em aderir a novo Plano de Saúde

 

A Adufersa está realizando uma pesquisa para analisar a satisfação da categoria com o atual plano de saúde e o interesse na adesão de um novo.

O questionário tem como finalidade específica prospectar o número de associados que migrariam para o plano de saúde administrado pela Hapvida e, portanto verificar a viabilidade de assinatura de um contrato com essa prestadora.  A iniciativa  da  entidade visa ampliar o leque de possibilidades da categoria,  abrindo  mais  uma opção para os docentes mas permitindo que os que queiram, permaneçam no plano atual. Ler mais

CARTA ABERTA À COMUNIDADE

CARTA ABERTA À COMUNIDADE

Decisão CONSUNI UFERSA 15/2021

Estamos vivendo um momento muito grave na história do Brasil. A COVID-19 já matou quase 300 mil brasileiros em um ano, e a pandemia segue sem controle, sem combate efetivo. A ideia de que o novo normal se reduz a usar máscara e viver a vida normalmente não funciona, e vemos um agravamento da crise sanitária no país.

O Conselho Universitário, utilizando suas prerrogativas regimentais e estatutárias, autoconvocou-se com a finalidade de rever as portarias que disciplinavam, de forma equivocada, o trabalho na UFERSA durante esse período de calamidade. Dessa forma, após reunião que durou duas sessões, o CONSUNI/UFERSA emitiu a Decisão 15/2021, que suspende os efeitos das referidas portarias, obrigando a gestão a rever seus atos.

Em claro processo de retaliação e na tentativa de lançar a comunidade acadêmica contra o CONSUNI – conduta extremamente grave, tendo em vista o papel representativo da comunidade universitária exercido pelo Conselho –, a Reitoria emitiu uma nota técnica, impedindo o acesso ao campus da UFERSA em Mossoró, causando, assim, vários conflitos e gerando incerteza e confusão na comunidade ufersiana. É importante que a gestão leia, compreenda e aplique o que foi decidido na reunião histórica do CONSUNI – reunião esta que, além de autoconvocada, foi presidida pelo Decano, e não pelo Presidente nato do Conselho.

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Nota da Diretoria da ADUFERSA – 11.03.2021

Nota da Diretoria da ADUFERSA – 11.03.2021

Portarias UFERSA/GAB nº 22 e 100

A Diretoria da ADUFERSA vem, por meio desta nota, corroborar com os termos da “Carta Aberta à Comunidade Acadêmica da UFERSA”, divulgada pelo SINTEST-RN no dia 10 do presente mês.

O quadro preocupante, relativo aos efeitos da pandemia no oeste potiguar – assim como no estado e no país, de forma geral – exige que o trabalho remoto seja adotado como regra. Caso contrário, estaremos expondo membros da comunidade ufersiana a um risco injustificável.

A situação atual também deve fazer-nos refletir sobre as investidas do Ministério da Educação voltadas à imposição do ensino presencial nas Instituições Federais de Ensino Superior. Tais investidas, até o momento, apenas foram contidas pela reação da comunidade universitária brasileira, das entidades representativas dos seus três segmentos (ANDES, FASUBRA e UNE) e da sociedade civil organizada como um todo. Além disso, obviamente, a gravidade do momento tem como marca central não uma omissão do Governo Federal, mas sua ação coordenada voltada a um boicote sistemático de toda e qualquer política sanitária capaz de enfrentar esta crise. Trata-se de uma efetiva política da morte no contexto pandêmico, suficientemente externalizada em incontáveis medidas, atos oficiais, discursos.

A autoconvocação do CONSUNI, medida adotada pela comunidade ufersiana, surge, portanto, como caminho adequado, em busca de uma solução democrática para a questão.

Mossoró, 11 de março de 2021.

Diretoria da ADUFERSA

Nota da Diretoria da ADUFERSA

Nota da Diretoria da ADUFERSA

Nota da Diretoria da ADUFERSA

A Diretoria da ADUFERSA vem, por meio desta nota, repudiar os termos da Portaria UFERSA/GAB 007/2021, referente às normas e procedimentos a serem adotados na solenidade de colação de grau, pelas razões que se seguem:

  1. Em seu artigo 9º, a Portaria dispõe que “durante a cerimônia, os alunos representantes deverão abster-se de realizar atos que possam importar em ofensa e desrespeito aos demais integrantes da comunidade acadêmica, assim como protestos de qualquer natureza, consoante determinação do art. 254, inciso IV, e 268, inciso VI, do Regimento da UFERSA” e que “em caso de protestos ou atos de desrespeito para com os integrantes da Cerimônia, a participação do discente será suspensa, podendo ser instaurado procedimento apuratório que poderá culminar em aplicação da pena de advertência, suspensão ou desvinculação da instituição, conforme determina o art. 269 do Regimento”.

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Em 2021, defender uma Universidade pública e democrática e a carreira docente

Em 2021, defender uma Universidade pública e democrática e a carreira docente

 

Ao longo de 2020, a gestão da educação superior no Brasil foi marcada não apenas pela ausência de propostas capazes de aperfeiçoar o desenvolvimento científico e tecnológico do país. Assim como no ano de 2019, o Governo Federal tentou levar a cabo um projeto de efetiva desestruturação da Universidade Pública. Passam-se, assim, dois anos durante os quais a instituição universitária e os servidores que a constroem cotidianamente, em especial os servidores docentes, são tratados pelo governo como inimigos a serem combatidos.

Em meio à pandemia e buscando “passar a boiada”, o Poder Executivo enviou, no mês de setembro, uma proposta de Reforma Administrativa ao Congresso Nacional, com o objetivo de desmontar o regime de estabilidade dos servidores, o que pode afetar duramente não apenas a vida das diversas categorias impactadas, mas a própria qualidade da prestação do serviço, já tão impactada pelas restrições orçamentárias. A expansão do clientelismo, a precarização, a desestabilização e a descontinuidade dos serviços prestados à população são a consequência evidente desse tipo de política.

Ao mesmo tempo, Governo Federal e Congresso Nacional buscaram dar andamento ao processo de aprovação da chamada “PEC Emergencial”. Através dela, seria possibilitada não apenas a suspensão de progressões, de promoções e da realização de concursos públicos, como também seria autorizada uma redução dos vencimentos de servidores públicos, com redução de jornada, de até 25%. Tal redução poderia ser implementada, nos termos da PEC, a partir de um simples ato normativo do Poder Executivo, sem qualquer tipo de discussão com os trabalhadores impactados e mesmo sem qualquer crivo do Poder Legislativo. Imagine-se o efeito social de medidas como essa, reduzindo-se as jornadas de trabalho de médicos, professores, entre outros profissionais. Como se vê, trata-se de um projeto de efetivo desmonte dos serviços públicos, acompanhado de uma duríssima imposição aos servidores que, diante da necessidade de sustentar suas famílias, restariam em uma situação de extrema fragilidade para honrar seus mais básicos compromissos financeiros.

Como se isso não fosse o bastante, em 2020, o Governo Federal acelerou sua política, já iniciada em 2019, de intervenções nas Reitorias das Instituições Federais de Ensino Superior. Já são 17 candidatos nomeados de forma autoritária, sem que se respeite as consultas internas às instituições, violando-se gravemente, assim, a autonomia e a democracia universitárias. Não se trata de situações pontuais, mas, sim, de uma atuação sistemática para impor uma agenda político-ideológica às Universidades; uma agenda que parte exatamente do pressuposto de que a Universidade e os docentes são inimigos a serem combatidos, através da precarização da educação pública e da carreira docente e de restrições à liberdade de cátedra. O autoritarismo constitutivo desse processo, por sua vez, é parte de um projeto não apenas de universidade, mas de um projeto de sociedade. É nesse contexto que, hoje, a UFERSA está diretamente inserida.

Apesar das limitações impostas pelo – necessário, imprescindível – isolamento social, a Adufersa, junto ao ANDES-SN, buscou levar à frente a discussão e as ações coletivas ligadas a esses temas. Destacadamente, e sempre a partir do debate e da deliberação realizada pelo conjunto da categoria, buscamos, através de um conjunto de ações, expressar a reivindicação pelo respeito à consulta universitária realizada em junho de 2020 para a definição da Reitoria da UFERSA. Não há dúvidas de que esse era, desde o início, o anseio da comunidade ufersiana, como revelam as assembleias realizadas ao longo do ano.

Se o contexto pandêmico é delicado, por outro lado, ele revelou a importância do serviço público e do seu corpo de trabalhadores. Não apenas o papel do SUS, mas também a produção de conhecimento e as atividades extensionistas das universidades públicas tiveram sua relevância ainda mais reconhecida pela sociedade ao longo desse período.

Em 2021, esperamos que os docentes – junto aos servidores técnicos, aos discentes e ao conjunto da sociedade – possam contribuir ainda mais com a superação desse cenário tão difícil. Mais do que isso, esperamos que nossa categoria aperfeiçoe sua capacidade de organização e ação coletiva, no sentido da defesa de nossos direitos, da instituição universitária – como símbolo da cultura e da democracia – e da UFERSA como um patrimônio do semiárido.

É com essa mensagem, e com essa esperança, que gostaríamos de desejar às associadas e aos associados da ADUFERSA um 2021 de muitas realizações individuais e coletivas. Que possamos nos fortalecer mutuamente para superar as adversidades e fazer florescer uma Universidade e uma sociedade cada vez mais plurais, democráticas e inclusivas.

Diretoria da Adufersa

Plenária e ato online em defesa da autonomia e democracia nas Instituições federais de ensino

Plenária e ato online em defesa da autonomia e democracia nas Instituições federais de ensino

Amanhã (08.12), participe da Plenária e ato online em Defesa da Autonomia e Democracia nas Instituições Federais de Ensino. A partir das 18h30 estaremos ao vivo nas redes sociais das diversas entidades que assinam este ato. Nossa transmissão vai acontecer da sede da ADUNB e retransmitida também pelos canais do ANDES-SN.

Contaremos com a presença de reitores/as eleitos/as não empossados/as, parlamentares, lideranças, entidades representativas, comunidade acadêmica e sociedade geral!

Venha conosco e participe dessa campanha!

Assinam este ato: ANDES-SN, ANPG, ASFOC-SN, ASSIBGE, FASUBRA, SINASEFE, UNE, UBES, FENET.

Ato em defesa da democracia na UFERSA hoje (30)

Ato em defesa da democracia na UFERSA hoje (30)

A ADUFERSA convida toda a categoria a participar da Plenária de 100 dias de Golpe na Ufersa, mobilização organizada pelas entidades representativas da universidade na luta pelo restabelecimento pleno da democracia interna na instituição. A atividade acontece hoje (30) a partir das 17h, no estacionamento do CRDH.

Programação:

17h00 – Abertura cultural com o Poeta Antônio Francisco e com o Reitor Eleito da UFERSA

17h30 – Participação online dos Reitores Eleitos e não empossados das IFES

18h00 – Entendendo os processos judiciais contra Ludimilla e em defesa da autonomia universitária (Daniel Pessoa – Advogada da ACP e Olavo Hamilton – Conselheiro Federal da OAB)

18h30 – Apresentação do calendário de lutas contra a Intervenção na UFERSA

Chapa Democracia e Autonomia é eleita para dirigir ADUFERSA

Chapa Democracia e Autonomia é eleita para dirigir ADUFERSA

Professor Claudio Rocha, do Campus de Pau dos Ferros é o novo presidente da entidade

A Adufersa – Associação dos Docentes da Ufersa – realizou durante o dia de hoje (26) o processo de eleições da entidade para o biênio 2020 – 2022. O processo eleitoral ocorreu de forma virtual a partir das 8h e foi encerrado às 18h, contando com uma boa participação de associados e associadas.

A chapa Democracia e Autonomia, que tem como presidente o docente Cláudio Rocha, teve 95% dos votos válidos da categoria (confira o detalhamento da votação ao final). Na oportunidade também foi eleito o Conselho de representantes que é constituído de docentes dos Campi e Centros da universidade. Ler mais